Os armazéns da Lapa na década de 50
Na minha vizinhança, av. Manoel Pedro, ficavam armazéns com grande freguesia, como o dos Kuss (será essa a grafia?), do Seu Guerino, das irmãs Delgadio, a padaria de meu avô, e mais longe, no fim da mesma rua à direita, as vendas de cereais, entre elas a dos Pierin. Vendia-se de tudo um pouco, para usar a qualificação antiga, secos e molhados. No seu Guerino predominava o cheiro de fumo, cujos rolos ficavam logo na entrada. Havia um balcão de madeira em L atrás do qual atendiam o próprio Seu Guerino, alto, meio calvo, rosto cheio e simpático, um constante sorriso e sua irmã com três filhas que moravam no próprio imóvel do "negócio". Assim eram também chamados os armazéns. No balcão os vidros de doces e a balança para pesar arroz, feijão, trigo, farinha de milho e de mandioca. Nas prateleiras os enlatados. Pendurados num arame as linguiças e salames. Ainda havia bananas, só as caturras, e ainda no chão algumas utilidades, entre elas cordas que pedíamos para medir e cortar, ...