O tanque do Nestálio
Era o verão de 1958, Lapa, férias e muito calor. Sem piscina (que ainda seria construída e anos depois abandonada), os passeios em busca de rios, cachoeiras ou até mesmo banhos de mangueira valiam para refrescar e, principalmente, divertir. Numa destas tardes, não diria tão fagueiras assim, pais, tios e a primarada Lacerda saímos para um desses passeios. O escolhido foi o tanque do Nestálio. O rio da Várzea ficava longe, o Piripau, muito acanhado para tanta gente. Cada família levava seu farnel, um tipo de piquenique, mas a diversão mais esperada era o mergulho no dito tanque. Claro que não era um tanque tão pequeno, nem tão fundo. De uma parede que servia de dique, escorria água, formava-se quase que uma cascata. Com a roupa de banho, geralmente improvisada, caíamos na água, um tanto fria, mas logo a gente se acostumava. Eu tinha meus 8 anos incompletos, adorava uma água, a ponto de entrar no tambor que armazenava água no nosso tanque de lavar roupa, o nome "lavanderia" n...