Avó paterna
Minha avó Cecília teve 15 filhos, destes se criaram 13. Ela era curitibana, se casou com um lapiano, José Lacerda. Ela da família Brito e ele filho único de meu bisavô, Cel. Joaquim Correa de Lacerda.
Aos 15 anos se viu esposa e logo futura mãe, naquela imensa casa que descrevi anteriormente. Valiam e muito, a paixão que o casal nutria um pelo outro, e a preciosa ajuda da sogra, Madalena. Esta, corajosa gaúcha que jamais retornaria à cidade natal.
Quando minha avó Cecília enviuvou, passou uns tempos com a filha Lia em São Paulo, depois foi morar em Curitiba, a pacata e suburbana Curitiba do começo dos anos 50, na rua Augusto Stellfeld, bem no centro.
Nossa família ainda morava na Lapa e sempre que havia alguma comemoração ou, o mais frequente, uma doença de um de nós quatro (eu, Leduína, André e Francisco) que deixasse meus pais quase em pânico, a solução era viajar na estrada de chão até Curitiba. Nos hospedávamos na casa de minha avó, todos no mesmo quarto dos fundos.
Depois da estrada poeirenta ou lamacenta, era chegar na casa da vovó Cecília, ela beijava e pedia para irmos lavar as mãos e rosto. A primeira providência, como sempre dizia meu pai, era levar logo o(s) doente(s) para se consultar com o milagroso e nem sempre paciente Dr Plínio Pessoa, um dos pediatras mais famosos da cidade.
Da cozinha vinha o aroma delicioso da comida bem preparada pela Marica, cozinheira de primeira, como se dizia.
Eu gostava de bisbilhotar na cozinha, com dois fogões, um elétrico e o mais usado, a lenha.
O avental de cor escura estampado de pequenos desenhos, ficava pendurado na parede, minha avó o vestia quando precisava dar instruções, sempre com voz meio arroucada e enérgica.
Um primor a mesa, toalha branca, com forro para evitar barulho, às vezes um plástico transparente para não sujar a toalha. E ainda havia sobremesa. Lembro do manjar branco e da bavaroise.
E a expectativa para aguardar as primas Vera Maria e Nina, que moravam em casa vizinha.
Saúde e doença, os anos transcorrendo, cheiros e ruídos que permanecem.
Aos 15 anos se viu esposa e logo futura mãe, naquela imensa casa que descrevi anteriormente. Valiam e muito, a paixão que o casal nutria um pelo outro, e a preciosa ajuda da sogra, Madalena. Esta, corajosa gaúcha que jamais retornaria à cidade natal.
Quando minha avó Cecília enviuvou, passou uns tempos com a filha Lia em São Paulo, depois foi morar em Curitiba, a pacata e suburbana Curitiba do começo dos anos 50, na rua Augusto Stellfeld, bem no centro.
Nossa família ainda morava na Lapa e sempre que havia alguma comemoração ou, o mais frequente, uma doença de um de nós quatro (eu, Leduína, André e Francisco) que deixasse meus pais quase em pânico, a solução era viajar na estrada de chão até Curitiba. Nos hospedávamos na casa de minha avó, todos no mesmo quarto dos fundos.
Depois da estrada poeirenta ou lamacenta, era chegar na casa da vovó Cecília, ela beijava e pedia para irmos lavar as mãos e rosto. A primeira providência, como sempre dizia meu pai, era levar logo o(s) doente(s) para se consultar com o milagroso e nem sempre paciente Dr Plínio Pessoa, um dos pediatras mais famosos da cidade.
Da cozinha vinha o aroma delicioso da comida bem preparada pela Marica, cozinheira de primeira, como se dizia.
Eu gostava de bisbilhotar na cozinha, com dois fogões, um elétrico e o mais usado, a lenha.
O avental de cor escura estampado de pequenos desenhos, ficava pendurado na parede, minha avó o vestia quando precisava dar instruções, sempre com voz meio arroucada e enérgica.
Um primor a mesa, toalha branca, com forro para evitar barulho, às vezes um plástico transparente para não sujar a toalha. E ainda havia sobremesa. Lembro do manjar branco e da bavaroise.
E a expectativa para aguardar as primas Vera Maria e Nina, que moravam em casa vizinha.
Saúde e doença, os anos transcorrendo, cheiros e ruídos que permanecem.
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